NOVAS ETAPAS, ANIMAÇÃO TURÍSTICA
Operadora de turismo, cruzeiros e viagens na região do Douro.
Pretende ajudar os potenciais visitantes a escolher locais a visitar, sejam eles quintas, miradouros, adegas, património, entre outras actividades.
Tem também como objectivo dinamizar a região do Douro e suas empresas, assim como os seus produtos.
Organizamos várias actividades, entre as quais:
.Organização de passeios em todo-o-terreno
.Miradouros, Património da região do Douro
.Raids Fotográficos
.Percursos pedestres
.Piqueniques
.Linhas do Tua, Corgo e Douro
.Visitas a quintas da região do Douro
.Visitas a Parques Naturais
.Turismo de Habitação / Hotéis Rurais
.Cruzeiros no Rio Douro, entre os quais:
Cruzeiro Régua-Pinhão-Régua
Cruzeiro Régua-Pocinho-Régua
Cruzeiro Régua-Barca D Alva-Régua
Cruzeiro Porto-Régua-Porto
.Comboio Histórico a Vapor
.Aluguer de Charretes
.Passeio de cavalos
.Organização de Jantares, Almoços, Conferências, entre muitas outras
ALTO DOURO VINHATEIRO
A Região Demarcada do Douro, onde se produzem os vinhos correspondentes às denominações de origem “Porto” e “Douro”, abrange 250 mil hectares, dos quais 48 mil são ocupados por vinha, e dela fazem parte 22 municípios.
No entanto, apenas 24 mil hectares, ou seja, um décimo dessa área, que engloba treze concelhos, foi classificado pela UNESCO como Património Mundial.
Contudo, a zona classificada é representativa da diversidade do Douro, uma vez que inclui espaço do Baixo Corgo, do Cima Corgo e do Douro Superior.
ORIGENS
De ocupação que remonta à pré-história, o Vale do Douro conta com um leque de vestígios de povos que ali habitaram.
Desde a época da romanização que ali se desenvolve a cultura da vinha. A paisagem dos vinhedos testemunha modos de organização da vinha de diferentes épocas históricas.
Na origem é uma paisagem deserta de fragas escarpadas, dominadas pelo xisto e pelo granito e cobertas por matas e arbustos típicos de um clima entre o atlântico e o mediterrâneo, que se torna mais seco à medida que se caminha para o interior.
Ao longo de três séculos, criaram-se técnicas de aperfeiçoamento e valorização do terreno que permitiram o cultivo da vinha em condições adversas, em encostas íngremes e pedregosas, através da construção de socalcos, suportados por extensos muros de xisto que contribuem para evitar a erosão.
A paisagem foi modelada de forma inconfundível, para a transformar em milhares de quilómetros de vinha.
As imensas plantações de bardos paralelos, sejam em socalcos e patamares na horizontal, seja em vinhas ao alto, ou agora mais frequentemente alternando as duas modalidades, formam majestosas tapeçarias geométricas.
A sua estratificação em escadarias que rasgam montanhas conjuga-se com a silenciosa lisura de um rio transformado numa sucessão de lagos pela construção de barragens.
LOCALIZAÇÃO/ ENQUADRAMENTO
O Douro situa-se no nordeste de Portugal, protegido dos ventos húmidos do Atlântico pelas montanhas do Marão e Montemuro; apresenta-se circundado a Norte por Trás-os-Montes, a Oeste pelo Minho e pelo Porto e a Este pela Região espanhola de Castela e Leão.
A região estende-se por 250 000 ha, mas a vinha ocupa 40 000 ha nas bacias profundas encaixadas do Douro e seus afluentes: o Corgo, o Torto, O Pinhão, o Tua, o Côa, entre outros.
O todo está dividido em três sub-regiões – o Baixo Corgo a oeste, no centro o Cima-Corgo e a leste o Douro Superior – com variadas expressões mesoclimáticas, mas sempre com invernos frios e verões quentes e secos.
A conjugação destes factores, aliada à nobreza das castas utilizadas, é determinante na qualidade e genuinidade dos vinhos, que não são mais do que a expressão do harmonioso casamento entre a terra, o clima e amor à arte do homem.
Este espaço natural acompanha, longitudinalmente, os rios Douro e Águeda nos seus troços fronteiriços durante mais de 120 km de comprimento abrangendo 4 concelhos: Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo.
A importância faunística deste espaço natural, onde se incluí também o Parque Natural Arribes del Duero, é inquestionável, sobretudo no que diz respeito as grandes aves de rapina e à cegonha negra.
As vertentes escarpadas desta área oferecem a tranquilidade necessária para albergar as inúmeras aves que aqui se reproduzem, como o Grifo, o Abutre do Egipto, símbolo do Parque Natural do Douro Internacional, a Águia Real, a Águia de Bonelli e a Cegonha-preta.
Importantes populações de mamíferos podem também se encontrados neste parque: o lobo, o corço, o javali, a lontra, a raposa, e outros.
Sendo os bosques de Carrascos (Quercus rotundifolia) os mais representativos encontramos também os sobreirais (quercus suber), os zimbrais (juniperus oxycedrus) e os carvalhais de carvalho negral (quercus pyrenaica). Comunidades arbustivas de estevas, giestas, cornalheiras, lavandas e urzes, conjuntamente com os bosques hidrófilos de salgueiros e amieiros, contribuem para o equilíbrio desta área.
VISITAR
Caracterizado pela sua extraordinária beleza paisagística, pelas suas áreas protegidas, ou ainda pela monumentalidade do seu património, o Douro atrai também pela fama dos seus vinhos – o Vinho do Porto e o Vinho do Douro branco e tinto e os finíssimos espumantes raposeira e murganheira e aguardentes – e pela conhecida gastronomia tradicional aliada à hospitalidade e aos usos e costumes que definem o perfil das suas gentes.
Do alto das serranias, vem o cabrito, o coelho, perdiz , lebre, tornando esta região um ponto de encontro para quem se dedica à caça.
Dos rios e riachos chegam às mesas as trutas pintalgadas.
Terra do bom comer e bom beber, a região pode oferecer a quem chega um magnifico cardápio: presunto, bola de carne, caldo de castanhas, sopa de alheiras, trutas com presunto, perdiz na púcara, carne de porco assada com castanhas, bola de bacalhau, bola de presunto, trigas-milhas, carnes de porco fumadas; e a doçaria variada: pão-de-ló, celestes, chila no forno, rosquilhas, bolinhos de amor.
Falar do Destino Douro é necessariamente falar do Rio Douro, das suas vinhas em socalco, das Quintas onde se produz o tão famoso vinho do Porto e das seculares Romarias que se realizam por toda a região.
A paisagem do Douro é toda ela de enorme atractivo.
Das cercanias serranas às margens do Rio, da beleza da giesta selvagem aos socalcos da videira domesticada, passando pelas amendoeiras e cerejeiras em flor, desdobra-se esta paisagem singular, em miríades de tons e colorações, consoante a época do ano e o local escolhido.
Por todo o lado Solares, Quintas e testemunhos de povos errantes e de culturas diversas marcam de forma indelével a paisagem. É exemplo disto o Vale do Côa, que encerra em si o maior e mais belo parque de arte rupestre do mundo.
A herança medieval é também intensa e profunda. Castelos como o de Numão, Marialva e Freixo de Espada-à-Cinta recordam a cada instante, a importância estratégica que o Douro sempre assumiu na história.
COMO CHEGAR
Carro: Quem pretender visitar a região por estrada pode seguir pelo Itinerário Principal 4 (IP4) que liga os distritos do Porto, Vila Real e Bragança e entrar depois pelas estradas nacionais e municipais. Pode também seguir pelo Itinerário Principal 3 (IP3) que liga os distritos de Viseu a Chaves pelo coração do Alto Douro Vinhateiro.
Pode também seguir desde o Porto pela Estrada Nacional 108 (E.N.108) até Entre-os-Rios e depois seguir a margem do rio Douro até à Régua.
Comboio: A partir do Porto, tem viagens diárias. Já no Douro, o comboio histórico é também uma opção para longos passeios pela região.
Barco: Aprecie as belas paisagens do Douro através dos cruzeiros pelo rio Douro.